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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PAREM de comparar...

Twilight com Harry Potter!


ATENÇÃO - este post pode conter spoilers tanto de HP quanto da série Crepúsculo.
Se você não está interessado em saber qualquer coisa que não tenha lido, pule o post.
E ISSO NÃO É PSICOLOGIA REVERSA!


Você provavelmente já ouviu falar da série Crepúsculo (twilight) e sem a mínima sombra de dúvidas sabe o que é Harry Potter.
Até aí estamos certos. O problema, é quando TODO MUNDO resolve combinar de dizer por aí que Twilight é o "novo Harry Potter"!


Eu sou fã de HP e já li todos da série Crepúsculo, e sim, eu POSSO afirmar que não tem nada a ver uma coisa com a outra e que, cá pra nós, Twilight é legal, mas não chega perto de Harry Potter. Não é só porque eu sou fã não, mas é fácil perceber a diferença entre Stephanie Meyer e J.K Rowling. É como comparar Senhor do anéis com Titanic. ¬¬



Na foto, Kristen Stewart (Bella Swan), tirando uma SENHORA CASQUINHA de seu vampiro bonitão, Robert Pattinson.

Crepúsculo conta a história de uma menina muito da enjoadinha que se apaixona por um vampiro LindoLoiroAltoForteGostosoeSensual , que atende pelo nome de Edward Cullen e é a ideologia perfeita de criatura do sexo masculino. Como já disse, o livro é legalzinho, bom de ler, prende a gente... Mas não é o suficiente. A autora deixa um espaço muito.. vago. Preenchido só com essa coisa melosa de amor eterno (literalmente) e blábláblá, e a parte de ação, ou pelo menos a parte mais interessante que todo livro tem que ter, aparece de figurante no finalzinho de cada livro com MAIS juras de amor e eu te amo pra dar e vender.

A parte boa mesmo do livro, é o Edward, fato. (talvez aí a explicação que testosterona é repelida pelo livro, a não ser que o homem que esteja lendo, no caso seja gay ou exageradamente romântico.) Além de tudo, nunca, nunquinha, leia Crepúsculo procurando por "um livro de vampiros" (ou alguma coisa que inspire o goticismo) Se quiser algo do gênero, leia Anne Rice. os vampiros dela são gays, mas são vampiros!


Na foto, A família Weasley, coadjuvantes... essa foto só tá aqui porque era uma das poucas decentes que eu tenho salvas. :B
Da esquerda pra direita: Evanna Lynch (Luna), James Phelps (Fred ? ), Bonnie Right (Ginny) Oliver Phelps ( Jeorge ? ) e Rupert Grint (Ron)


Já J.K Rowling, só de ler a primeira página, você percebe que autora não tem NADA, nadinha a ver com Stephanie. Não estou dizendo que ela é melhor ou pior (embora eu tenha certeza que é melhor, é a MINHA opinião) Harry Potter é focado em várias coisas além com romance, (que aparece bem pouco por sinal) como a adolescencia do projeto de emo harry e os problemas que ele tem desde sempre.. além de não ser, de jeito nenhum um livro parado. Tá ok, não é daqueles que você prende o fôlego durante todas as páginas, mas é bem recheado de suspense/ação. Durante os sete livros da série, J.K, além de ganhar mais dinheiro do que eu, você, o papai noel e seu chefe juntos, foi fazendo com que o Harry crescesse e adquirisse mais responsabilidades, além de amadurecer em todos os aspectos. (Coisa que a protagonista Bella Swan, de twilight não faz nunca) tá, né.. O Harry ainda é um emo-tr00-revoltadinho-metido-a-emo.. mas experimenta você perder o pai e a mãe quando tinha um ano de idade, ser criado feito um condenado pelos tios que te odeiam, e aos 10 anos descobrir que é um bruxo e que o cara mais fodão de todos os tempos quer te pegar na tora matar e só você tem poder de destruí-lo. Claro, com ose não fosse o bastante, a alma cruel de Rowling ainda mata algum amigo de Potter a cada livro... por diversão.

mas enfim, de qualquer forma, você gostando ou não de algum desses, é impossível dizer que têm alguma semelhança ou pior, que crepúsuculo é o novo Harry Potter só pela infeliz conclusão de que a maioria dos fãs (leia-se DAS fãs) de HP gostarem também de crepúsculo...

Erm... alguém aqui já ouviu falar de modinha?


Xoxocada,
Pansy.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Schopenhauer e o amor

Tio Schopenhauer


Na última aula de filosofia, assistimos a um documentário sobre a visão do filósofo alemão Arthur Schopenhauer sobre o amor. Nesse documentário, Schopenhauer descrevia o amor sendo apenas uma vontade humana de perpetuar a espécie com pessoas que segundo a nossa visão, possuem características dignas de nossos descendentes.

Enquanto a maioria das pessoas se revoltava e ria da ‘loucura’ de Schopenhauer ao dizer isso, eu parei pra pensar e vi que ele estava certo. Seres humanos são animais, mesmo que sejam racionais. E a origem humana segundo a evolução, é o macaco. Isso significa que sim, talvez o princípio do nosso interesse por outra pessoa seja realmente o instinto de perpetuar a espécie.

Porém, concordo com Schopenhauer só até aí, não acredito que amor e amar sejam apenas isso, acredito que ultrapassa o nosso entendimento sobre tudo. Para mim, não amamos com o cérebro e nem com o coração no sentido figurado, acredito que amamos com a alma. Tá, e quem garante que realmente temos uma alma e que não estamos aqui de pé apenas pelas reações metabólicas dos componentes químicos do nosso corpo?

Aonde eu quero chegar é: o mundo em que vivemos, tudo ao nosso redor é um eterno segredo, não podemos explicar cientificamente every little thing e talvez nunca poderemos. Sentimentos, então, são tudo o que existe de mais complexo.

Para provar que Schopenhauer realmente não estava completamente certo, ele passou a vida toda procurando alguém para perpetuar a espécie. Quando estava velho e feio, se apaixonou por uma jovem de 17 anos, que é claro, o ignorou.

Think about it.


Você adoraria procriar com ele. Não negue.


xoxo,
Georgia ;*