Vivo me perguntando sobre o que há na cabeça das pessoas que inventam certos brindes quando me deparo com alguns produtos. E brinde de cereal é um caso típico: bonecos que mudam de cor no freezer, que mexem o braço e outros brinquedos que não apresentam nenhuma utilidade evidente. Eu, por exemplo, já rodei e rodei o tal do Spyro Giro (ou seja lá como for o nome daquele treco que veio no cereal com os personagens de Kung Fu Panda), e não pude perceber nele mais do que uma mistura de pião com um pífio Beyblade. Não que eu seja contra esses brinquedinhos, mas por que alguém iria querer artigos tão estranhos? Piercings falsos mais grossos que alargadores, tatuagens tribais que saem com o vento, anéis de plástico que perigam nunca mais sair do dedo, cartas de desenhos para jogos inventados que ninguém joga - tudo isso faz parte do incompreensível mundo dos brindes sem-noção. E quando um desses chega a você, o que você faz? Geralmente a resposta não escapa muito destas três opções: deixa guardado pra encher gaveta, joga no lixo, usa (ou tenta) e logo após um curto período de tempo, descarta. Uma boa sugestão é explorar o potencial oculto das surpresinhas pra finalidades alternativas: material pra maquete, apoio de mesa ou lenha pra fogueira mesmo.
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