Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Arquivo Ahazza: Rafaela e Maury

Sentimos falta do Linha Direta Justiça, que narrava com veracidade crimes e mistérios sobrenaturais ocorridos no Brasil, com encenações fantásticas e cheias de recursos (hein?), e resolvemos inaugurar nossa própria série de documentários deste digníssimo blog: o Arquivo Ahazza!

Vale lembrar que se você é um cara sério, sisudo, que nunca assistiu ao 'Documento Trololó', do Hermes e Renato, ou nunca leu a Desciclopédia, vai achar isso aqui uma grande palhaçada desrespeitosa aos seres humanos...mas tenha em mente, caro coleguinha, que isto é só uma brincadeira...senso de humor kd

Começaremos esta série de documentários contando a história de uma dupla musical em ascendência, Rafaela e Maury. Não assiste o programa da Hebe e não sabe de quem estou falando? Trago estes 3 vídeos para te ajudar:










E agora, para onde vamos? Vamos voltar para o futuro! (sou fã de De Volta Para o Futuro mesmo, e daí?)

Rafaela e Maury iniciaram sua carreira bem cedo. Rafaela, conhecida de longa data como a “mini Ana Paula Arósio”, fazia campanhas publicitárias e desfiles; Maury trabalhava como modelo, ator e cantor infantil. Em 2008, os dois se uniram para formar a dupla “Rafaela e Maury”, numa nova safra de duplas infantis à la Sandy e Junior. Com sucessos como “Bonga Bonga” e “Xuxuzinho”, os dois se tornaram conhecidos e queridos de crianças de todo o Brasil.

Os anos se passaram, e os dois permaneceram na música. Cresceram em meio ao sucesso e ao trabalho. Como era predestinado, iniciaram um romance, ovacionado e comentado no meio artístico. Quando Rafaela completou 18 anos, Maury já estava com 22, logo, sua imagem já não convencia tanto como “dupla infantil”. Sua popularidade caiu 150%, logo, a venda de discos também foi prejudicada. Tentou-se de tudo para recuperar o sucesso da dupla: publicidade, shows, e até mesmo regravações de sucessos de polca polonesa, lambada e clássicos do tecnobrega, como “Quem vai querer a minha periquita?”, da Banda Katrina. Mas nada funcionou.

Com a oscilação do sucesso, a dupla entrou numa onda de frustração. Maury adquiriu hábitos estranhos, como o de afogar esquilos em banheiras de gelo ao som de Claudinho e Buchecha. Por esse motivo, foi autuado uma vez e preso duas vezes, em flagrante. Enquanto isso, Rafaela divertia-se em festas e boates regadas à muita tequila com sua amiga, a também ex-estrela mirim desvairada, Maisa Silva. Com isso, a popularidade da dupla caiu ainda mais. Após uma confusão numa reserva ambiental, os dois foram chamados às falas por seu produtor. Tiveram de romper com a gravadora. “Eu me lembro até hoje desse dia”, conta Rafaela, “O Mauryzinho ficou muito triste, passou o dia todo trancado no quarto cortando os pulsos e ouvindo clássicos emos. Eu vomitei todo o meu jantar. E fui logo recuperar, né, afinal, com aquela crise, aquele era o último scargot que eu poderia comer”.

Com a notícia, os dois entraram numa depressão profunda, e isso fez com que Maury se afundasse ainda mais em seu vício: o cajuzinho. E, para ele, arrastou também Rafaela, frágil e vulnerável. Os dois tiveram de se mudar para um kitnet alugado, onde cabiam apenas um sofá-cama, um fogão para acampamentos, uma televisão de 14 polegadas e um pardal (sim, um pardal, porque um canário é muito caro). “Eu ouvia aquele pássaro cantar e lembrava da época em que éramos artistas...mas aquele bicho cantava mal pra caramba”, lembra Rafaela.

Para sobreviver, arranjaram alguns bicos, como animadores de festa infantil. Chegavam a gastar comissões inteiras com o vício. “Tinha dias em que eu chegava a fumar uns 30, 40 cajuzinhos”, diz Rafaela. Quando o dinheiro acabava, o jeito era roubar das mesas das festas. Ficavam sempre até o final, com potes a fácil alcance, limpavam as mesas e fugiam. Era sempre um risco.

No fundo do poço, suas personalidades se revelaram. Maury se tornou extremamente agressivo. Chegou a atacar Rafaela várias vezes, com golpes de faca de rocambole. A gota d’água foi o dia em que ele a atacou no rosto com um ansinho, desfigurando seu rosto, o que fez com que ela fugisse de casa e encontrasse as ruas.

Nas ruas, destruída, escrotizada, vadiada, teve de mendigar. Invadia festas infantis e roubava restos das mesas de doce, enchia sacolas e mais sacolas de cajuzinho. “Eu passava a noite inteira fumando, ficava horas doidona”, relata. Quando já não via mais saída do meio das forminhas douradas, sua amiga, Maisa Silva, a ajudou, com palavras de incentivo: “Tequila na night é cult, mas invadir festinha infantil não rola, né, amiga?”. Com isso, a levou para sua casa, e a submeteu a uma desintoxicação e a 37 plásticas, na tentativa de recuperar seu rosto. Rafaela até hoje se emociona ao falar da amiga: “Eu devo muito a Maisa, foi ela quem me tirou da rua e me abriu os olhos. Tudo bem que aquela cadela me jogou na rua de novo, depois, mas pelo menos ela fez algo que prestasse”. Quanto a isso, a resposta de Maisa é apenas um sorriso sádico.

A partir daquele momento, Rafaela se viu sozinha. Aquele era o sinal de que teria de aprender a caminhar com as próprias pernas. Com o pouco dinheiro que sobrara dos dias de artista, que ela havia, espertamente, escondido no intestino delgado, pôde pagar por um quarto de pensão num bairro italiano de São Paulo, e foi à luta. Arranjou bicos como vendedora de sutiãs e óculos da “Dôce i Bacana” (“Olha o óculos da varejeira, patrão!” era seu novo slogan de trabalho) na 25 de Março e chapeira numa lanchonete da rodoviária. Começou a refazer sua vida.

Alguns anos depois, veio a notícia de que Maury, seu ex-companheiro de música, havia morrido, após ter escorregado numa casca de banana. Durante o velório, Rafaela falou à imprensa: “Não guardo mágoa. Não devemos guardar mágoa. ‘As pessoas boas devem amar seus inimigos’, já dizia a Bíblia. Não, espere, não foi a Bíblia...foi Seu Madruga”.

Atualmente, encontramos Rafaela pelas ruas de São Paulo. Ela tem seu próprio negócio, dirigindo um carro do pão. E é ótima propagandista. A exemplo de um de seus primeiros comerciais televisivos, em que dizia “Eu sou a Rafaela, tenho 5 anos, gosto muito de fazer novela, de fazer comercial...”, diz no megafone: “Eu sou a Rafaela, tenho 25 anos, gosto muito de fazer pão, broa de milho, broa de coco, e muito mais...”. Com apenas seis dentes na boca, porém, sempre sorridente, declara: “Sou uma pessoa feliz, tenho Jesus na minha vida e nunca desisto dos meus sonhos”. E, para provar, deixa avisado: “Estou angariando fundos parar abrir uma casa de pão de queijo. O carro do pão vai crescer, hein, galera, essa bonga vai pegar!”. A equipe do AhazzaBee está torcendo por você, Rafaela. Mas, enquanto isso não acontece, me vê aí uma broa de coco.

Como diria Ivo Holanda: 'É PEGADINHA, É PEGADINHA, PRODUÇÃÃÃO!'

El Taco de Guerra.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

E nós perdemos mais um tesouro...

Vocês já devem estar acostumados com a frequência em que a minha pessoa sem um pingo de vergonha na cara sempre comenta o tipo de notícia mais ultrapassada do momento, né?
Que bom, porque é exatamente isso que eu vou fazer, gafanhotinhos!

Mas, de verdade, o que venho falar nesse post é muito mais sério do que todas as abobrinhas que eu costumo jogar fora nos posts em geral. Hoje o assunto é a putaria falta de respeito que foi exercida no ultimo dia 17, pelo STF (Supremo Tribunal Federal) contra todos os jornalistas do país, ou melhor, com a profissão do jornalismo em si.

Fonte: G1

A revolta aqui, não se trata meramente de um diploma que resolveu dar a louca por aí, se tornando facutativo. Trata-se da falta de consideração com todos aqueles carinhas que aparecem na TV pra noticiar a morte do Michael Jackson ou pra relatar a guerra a Irã. Trata-se da desvalorização de uma profissão que já não rendia muito, financeiramente falando, e que agora acaba de perder a oportunidade de crescer.
O jornalismo no Brasil é uma profissão desvalorizada, mas riquíssima, e é uma lástima ver o próprio país desperdiçando-o assim.
Infelizmente, nós moramos num país onde ter alguns "contatos" influentes vale muito, muito mais do que ter talento.

Sinceramente envergonhada,
Pansy.

P.S: Era uma vez uma revista adolescente que teria a força de revolucionar a forma de pensar dos jovens. Era uma vez...

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A Turma do Penadinho

Parece que 2009 é o ano de esticar as canelas. Como se já não bastasse a ida de Dercy ano passado, como sinal irrefutável do iminente apocalipse, e a partida de Clodovil esse ano, só hoje foram dois:

Fonte: EGO


Farrah Fawcett é lembrada, principalmente, por seu trabalho como Jill Munroe, a loira do famoso seriado 'As Panteras'. Ela morreu nesta quinta-feira, 25, aos 62 anos, após uma luta de mais de 3 anos contra um agressivo câncer. A diva dos anos 70 lançou moda e foi inspiração para muitos, inclusive pro corte de cabelo da minha mãe na foto da identidade antiga (e põe antiga nisso). Vai deixar saudades.


Farrah Fawcett, no auge da carreira


Mas talvez o mais gritante realmente tenha sido a notícia da morte tão repentina dele, Michael Jackson, o aclamado rei do pop.

Segundo o site EGO, 'o cantor morreu na tarde desta quinta-feira, 25. O cantor de 50 anos não resistiu à parada cardíaca que o levou para o hospital. Jackson foi internado nesta quinta-feira, 25, após parada cardíaca. Ele foi levado de ambulância dos bombeiros para o hospital UCLA Medical Center, em Los Angeles. Segundo o jornal "L.A.Times", o cantor, de 50 anos, não estava respirando quando os paramédicos chegaram ao local, de acordo com informações do Cap.. Steve Ruda, do corpo de bombeiros de Los Angeles, que contou que eles fizeram massagem cardíaca já dentro da ambulância. Segundo policiais, Jackson chegou ao hospital em coma profundo e não resistiu.'

Pra ser sincera, nunca tive muito apreço pelo Michael Jackson, mas não posso negar que sua contribuição para a música pop foi gigantesca. Ele foi o ícone de todo um estilo, ídolo de uma geração, e era notavelmente talentoso. Com certeza, o mundo da música sofre hoje uma grande perda.



Quem é que vai tomar conta dos direitos das músicas dos Beatles agora?

É, perdemos Michael Jackson. Agora, só nos resta Golimar:


Cuidado, a bruxa tá solta, e o próximo pode ser você.

El Taco de Guerra.

PS: Todo e qualquer tipo de comentário sarcástico, imagem ou vídeo aqui inserido é só uma forma de descontrair e aliviar o clima fúnebre. A Equipe AhazzaBee não desrespeita, de forma alguma, qualquer uma das pessoas aqui citadas. Os fatos ocorridos são fatalidades e nós oferecemos aqui nossas sinceras condolências. Away.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Yes, we can!

Ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos não quer dizer nada quando você é capaz de matar moscas com esse glamour:




E tem uma boa notícia: Se Obama pode matar moscas durantes entrevistas, sinta-se à vontade para arrumar a calcinha durante um entrevista de emprego.

Lisel Starr

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

A entrevista perfeita

A estrela do vídeo é ela, a diva linda e absoluta, Stefhany:

O vídeo dispensa comentários. Tirem suas próprias conclusões, caros coleguinhas.

E atentai para o final, absolutos, atentai para o final.

PS: Que gloss loosho ela tá usando, galere! Chêidibrilhu! AI QUE LOUCURA! [NARCISA MODE: OFF]

El Taco de Guera.

Sábado, 13 de Junho de 2009

1,2,3, 27.737...

Como bem disseram as nossas laranjetes anteriormente,anda difícil atualizar a nossa Laranjeira.Mas cá estou para falar do assunto mais antigo-recente-clichê -que todo mundo já cansou de escutar e estão preocupados: com vocês,a gripe suína.Todos já cansaram de escutar e falar,no início todos estavam realmente preocupados com a chegada no Brasil e em geral se viraria epidemia,endemia,pandemia e etc. Mas agora,parece até que virou assunto passado,as noticias frenéticas sobre a doença diminuíram e já faz algum tempo que não tenho noticias sobre a mesma,será que a humanidade escapou mais uma vez de mortes em massa ou de um vírus letal? Ainda não,nesta quinta-feira a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a gripe suína como a primeira pandemia global do século 21 e oficialmente a primeira pandemia declarada desde 1968,enquanto uma das maiores pandemias já registradas foi a da gripe espanhola que teve inicio em 1918,afetou 40% da população mundial e matou 500 milhões de pessoas.Mas para o alívio geral, conforme a OMS, a atual pandemia parece ser menos agressiva, causando gripe leve na maioria dos casos.Para os que ainda sabem pouco sobre a doença [assim como eu,que só fui entender direito o que era quando fiz esse post],a gripe suína é uma doença respiratória causada por uma variação do vírus influenza tipo A, conhecido como H1N1.A origem do nome engraçadinho? O vírus de gripe têm a habilidade de trocarem seus componentes genéticos entre eles, quando entram em contato próximo no mesmo hospedeiro,neste caso, porcos podem ter fornecido o local ideal para criar a nova variedade do vírus, mas apesar da variedade do vírus poder ter se originado em porcos, agora a doença é totalmente humana e pode se propagar de pessoa para pessoa através de tosse e espirros.Mas vamos com calma,enquanto a gripe suína vem sendo comparada com a gripe espanhola a situação atual é diferente da de 1918. A pandemia de gripe espanhola ocorreu em uma época em que os antibióticos não estavam disponíveis e quando os países passaram por graves dificuldades depois da Primeira Guerra Mundial.E para acalmar mais ainda [ou não -q]o desespero de quem continua lendo,uma nova vacina contra o vírus H1N1 poderá estar a caminho, pelo menos assim acreditam investigadores sul-coreanos e a OMS afirma que a suposta vacina poderá ser fornecida a partir de Setembro.

dizem que ele foi o primeiro transmissor e (cala a boca Pepper -q)


Pepper Waldorf


Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Me seca, neném!

É gente, anda meio difícil manter esse blog 100% atualizado, mas a vida de TODAS as laranjetes tá uma correria sem tamanho, afinal nenhuma de nós gosta de ficar de recuperação no colégio. Mas hoje é quarta-feira, véspera de feriado, muita animação e alegria nesse fim de semana prolongado (everybody says: -n) e eu venho por meio deste post, dedicado a minha grande amiga Pê Charmosa, mostrar um hit para embalar seu feriado e dia dos namorados (ou dia do amor próprio para os solteiros, como diria minha amiga), a futura sensação do VocêTubo:

Joe Jonas says: ALL THE SINGLE LADIES!

Não, Joe, não é teu vídeo encarnando a Beyoncé. Mal aí, brother.

Com vocês, a linda e absoluta DANI BRINKS, homenageando todos os japas gatos, sensuais e envolventes desse Brasil!


Bom feriado para todos vocês... E ME SECA, NENÉM!

Little J. (sim, Anna Marie mudou de nome)

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Cinema e Fandom: Quando as coisas se confundem

Inicialmente, eu queria deixar claro que isso não é uma crítica aos fãs de Twilight ou de qualquer outro filme, mas um comentário sobre o avalanche de prêmios que o primeiro filme da série "Crepúsculo" recebeu ontem, no MTV movie Awards.


Tudo bem, eu confesso: O filme não é tão ruim, e até mereceu um ou dois dos 5 prêmios que ganhou.
Mas sejamos honestos, Kristen Stewart é ótima, mas não bate Angelina Jolie ou Kate Wislet no quesito "Melhor atriz", e não é só porque as outras tem mais nome, mas porque elas tem mais experiencia e, até onde eu pude ver, mais talento. (E eu juro que adorei a Kristen em Crepúsculo) E o mesmo eu posso dizer de Zac Efron (HSM 3) ter passado de Vin Diesel e Chritian Bale na categoria "melhor ator", com exceção de que, ao contrário da Kristen, Zac Efron é uma merda de olhos azuis no quesito atuação.
Mas nada, NADA, supera o fato de Crepúsculo ter fatuado o prêmio de melhor filme, ganhando de Batman - The dark knight.

Ok, nada contra um filme ter faturado essa quantidade de prêmios, o que me revolta não é crepúsculo ter ganho tudo no MTV movie awards, mas eu saber que todos esses prêmios só estão lá porque essa é uma premiação com o voto popular, e tem coisas que realmente me movem a sair por aí fazendo campanha para a exterminação dos posers.
Eu entendo que existem fãs verdadeiros de qualquer coisa, inclusive de Crepúsculo, que é a modinha cinematográfica e literária (vocês não imaginam o quanto me dói escrever "modinha literária" ) atual, e com isso, traz com o sucesso milhões de adolescentes adoradoras do Robert Pattinson e do Edward, que torcem para o romance dele com a Kristen Stewart e acham tudo a coisa mais fofa do mundo. O problema é que amanhã quando acordarem e crepúsculo não estiver mais na capa da Capricho, metade desses(as) fãs incondicionais nem lembrarão mais quem são esses "atores capengas e cara-de-mamão-apodrecido", que nem estão mais na moda.
O que realmente me irrita, é saber que o MTV movie 2009 e crepúsculo foram apenas reflexo da quantidade de adolescentezinhos alienados que existe, e isso incrimina bastante minha faixa etária.

resumindo, com todo o respeito: MTV movie awards e adolescente poser de cu é rola.

Pansy

Sábado, 23 de Maio de 2009

Quando a brincadeira perde a graça

Post pra falar sério, galere.
Assunto velho, last week, batido, mas bora lá:






Após os lamentáveis ocorridos, a Justiça resolveu tirar o quadro 'Pergunte para a Maisa' do ar. Esse foi o primeiro domingo do Programa Silvio Santos sem a participação da menina. É fato: ele passou dos limites. Discute-se, agora, a permanência ou não de Maisa no SBT e, até mesmo, sua vida familiar. Por enquanto, é um frenesi, uma polêmica, mas logo a poeira vai baixar. E isso é o que eu temo, afinal, essa é só a ponta de um enorme e antigo iceberg.

Não sabe aonde eu quero chegar? Vamos lá:

Alguém se lembra do Macaulay Culkin? Aquele garotinho loirinho, que estrelou filmes como 'Esqueceram de Mim' e 'Riquinho'? Pois é. Desde muito cedo, ele se dedicou à carreira artística. Conseguiu fama, fortuna, notoriedade. Tudo era precocemente maravilhoso e promissor. Depois disso, o inevitável: a queda no ostracismo, em meio à luta violenta de seus pais por sua fortuna, a destruição de sua família, de sua paz, de sua infância. Como consequência, um início de fase adulta permeado por escândalos e mais escândalos, envolvimento com drogas, uma estrada cheia de tropeços. Caminho triste para uma jovem revelação.

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É, esqueceram de mim.

Não só Macaulay, mas outros artistas mirins tiveram destinos tão tristes quanto ou ainda piores. Dana Plato, atriz do seriado oitentístico 'Minha Família é Uma Bagunça', por exemplo, envolvida com drogas desde a adolescência, em razão do estresse da carreira, e morta de overdose com pouco mais de 30 anos. Podemos citar até mesmo brasileiros, como Simony, que aos cinco anos começou com o Balão Mágico, e então sumiu, voltou, sumiu de novo, posou para a Playboy, casou com um presidiário e hoje é presença obrigatória no sofá da Sônia Abrão.

O que significa o caso de Maisa? Será que é um apelo das estrelas mirins? Será mesmo certo submeter uma criança à pressão dos palcos, do mercado, da popularidade e, posteriormente, do esquecimento? Pode parecer impressionante, mas apesar de toda a precocidade e talento que ela ou qualquer uma das crianças que vemos no show business apresentam, elas são crianças. Frágeis, em fase de construção de personalidade, com medos e inseguranças inocentes, que choram, que berram, que fazem manha. Crianças, que apesar de, desde cedo, serem colocadas para conviver em pé de igualdade com adultos nas telas, não têm hora para voltar a agir de acordo com sua idade. Imprevisíveis.

A perda da infância para a fama é algo cruel. Trabalho infantil não é só aquele das carvoarias, das fábricas de sapato, das lavouras de cana. Uma criança que é submetida a horários rigorosos, muitas vezes, desde as tenras horas da manhã (podíamos notar, no extinto quadro de Maisa, que ela tinha sono, muito sono, sempre), a extensa rotina de gravações e aparições públicas está aprendendo, desde cedo, a cultura do trabalho, do fazer para ganhar. Qual o limite entre isso e a exploração? É uma linha tênue, meus caros, é uma linha tênue.

Essa é uma questão a se pensar, afinal, o tempo passa. Todos deixamos de ser crianças um dia, crescemos, nos tornamos homens, mulheres. E nossa personalidade é moldada, em grande parte, com a bagagem que trazemos da infância. A infância é a fase na qual tudo se constrói, como se cada semente plantada fosse capaz de germinar, se bem cultivada. É aí que reside minha preocupação em relação às estrelas mirins: quando tudo deixa de ser lindo e fofinho, quando os pequeninos crescem e se tornam grandes e comuns, o que acontece? Como cobrir o vazio deixado pelos dias de glória? E é aí que os barracos do Superpop entram em cena.

Pra terminar, sabe o que mais me impressiona? Os inúmeros comentários no Youtube e no Orkut, rindo e fazendo pouco da situação. Afinal, 'a Maisa é uma pentelha', 'é uma pirralha chata', 'mereceu a humilhação', 'não tem nada de mais em exercitar o medo'. Nada de mais, hã?


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Não, isso não tem graça.

El Taco de Guerra.

Sábado, 16 de Maio de 2009

X-men The Origins: Hugh Jackman

Ok, acredito que esse post esteja com a data de validade próxima, se levarmos em conta o fato do filme já ter estreado há mais de 15 dias. Mas eu acredito também que não mata engorda.
Então, se você não está acima do peso, e já assistiu X-men IV, prossiga, amiguinho.

Haaja paciêcia, haja paciência!



Se eu pudesse descrever o ponto mais alto do filme, ele com certeza seria, além de alto, também forte, musculoso, e atenderia pelo nome de Hugh Jackman.
O ator que dá vida ao nosso amado tio Wolvis, protagonista do filme, se mostrou tão carismático quanto seu personagem exigia - mesmo que sem uma ajuda muito grande do roteiro - e desenvolveu as cenas principais do filme como ninguém. É, eu realmente paguei pau.

Por outro lado, o público garantido, a divulgação gigantesca e o fato de ser a continuação de uma franquia absurdamente lucrativa da MARVEL, impediram-na de se preocupar com a qualidade do filme em si, que, como imaginávamos, se mostrou puramente comercial, contendo exatamente aquilo que o público já conhece: Luta, cenas de ação, luta, efeitos especiais, luta, e quase nada de carisma emocional, que se estava lá, foi devido à atuação do Hugh e mesmo assim quem piscou perdeu. É.

A impressão que temos ao assistir é de que os produtores do filme nos viram como um bandinsensível FDP que não estamos nem aí pro fato do protagonista ter se fodido (no bom sentido, claro) a vida toda, matado o pai, perdido a esposa e se tornado inimigo mortal do irmão. Nós queremos é ver a bagaceira, o pau comer, a cobra fumar, ralar a tcheca no chão... -n. Além de tudo, somos todos hemofóbicos, talvez por isso o filme não conte com nenhuma gota de sangue nem nas cenas de quebra-pau. Ok, talvez sejamos, né? Vai saber.

Em suma, o filme não é de todo ruim. Conta com algumas cenas interessantes, alguns efeitos especiais dignos e critérios artísticos passam, além de ser bom para os fãs saberem um pouco mais da vida do (injustamente) líder dos mutantes. Eu só esperava bem mais, considerando a divulgação e credibilidade da franquia X-men. Mesmo assim, Wolverine pôs Hannah Montana - O Filme no chinelo em questão de bilheteria na inglaterra, e acredito que pesando os dois, o chinelo foi merecido.

Nada é perfeito, mas minha pipoca foi grátis e meu cinema é de 736483704º categoria, mas é barato. No fim, não saí no prejuízo, não.


Num momento incrivelmente chata e cara-de-mamão,

Pansy

P.S: perdoem nossa laranjeira, os posts estão escassos por enquanto mas acredito que depois do período de correria habitual no colégio, o blog volte à rotina.