Na última aula de filosofia, assistimos a um documentário sobre a visão do filósofo alemão Arthur Schopenhauer sobre o amor. Nesse documentário, Schopenhauer descrevia o amor sendo apenas uma vontade humana de perpetuar a espécie com pessoas que segundo a nossa visão, possuem características dignas de nossos descendentes.
Enquanto a maioria das pessoas se revoltava e ria da ‘loucura’ de Schopenhauer ao dizer isso, eu parei pra pensar e vi que ele estava certo. Seres humanos são animais, mesmo que sejam racionais. E a origem humana segundo a evolução, é o macaco. Isso significa que sim, talvez o princípio do nosso interesse por outra pessoa seja realmente o instinto de perpetuar a espécie.
Porém, concordo com Schopenhauer só até aí, não acredito que amor e amar sejam apenas isso, acredito que ultrapassa o nosso entendimento sobre tudo. Para mim, não amamos com o cérebro e nem com o coração no sentido figurado, acredito que amamos com a alma. Tá, e quem garante que realmente temos uma alma e que não estamos aqui de pé apenas pelas reações metabólicas dos componentes químicos do nosso corpo?
Aonde eu quero chegar é: o mundo em que vivemos, tudo ao nosso redor é um eterno segredo, não podemos explicar cientificamente every little thing e talvez nunca poderemos. Sentimentos, então, são tudo o que existe de mais complexo.
Para provar que Schopenhauer realmente não estava completamente certo, ele passou a vida toda procurando alguém para perpetuar a espécie. Quando estava velho e feio, se apaixonou por uma jovem de 17 anos, que é claro, o ignorou.
Think about it.
Você adoraria procriar com ele. Não negue.
xoxo,
Georgia ;*
