
Sabe aqueles dias em que você acorda tentando descobrir o sentido de tudo? É, talvez você não saiba. Mas eles são bem constantes para mim.
Outro dia estava eu tentando desvendar o sentido da morte. Ou da vida. Entenda como quiser. Entre muitos e muitos devaneios, decidi que seria melhor parar por ali. Há tanto para ser descoberto e ainda assim não teremos resposta alguma. Deveria eu me importar, afinal?
Acontece que é inevitável. Hoje eu acabo por deixar para lá e me sinto exausta de tanto procurar respostas que me fogem por mais que eu esteja perto de encontrá-las. Mas então amanhã tudo volta, até o momento em que eu vou estar suficientemente exausta, e vou desistir mais uma vez.
Mas deixando a introdução sem utilidade – não que o resto vá ter alguma - de lado, eu assisti a um filme há um bom tempo atrás chamado Antes Que o Dia Termine. Trata-se de um rapaz que não dá muita atenção à sua namorada. E uma noite sonha com a sua morte, percebendo assim diversas coisas que antes não havia feito – como a falta que ela faria, caso isso acontecesse, e o quanto a amava.
Eu o assisti de novo, mais recentemente. E me dei conta de algo que eu já sabia, de alguma maneira. Todos sabemos, e sabemos mesmo, mas não damos verdadeiro valor a isso.
Não importa: nós vamos morrer um dia. E a maior burrice que cometemos é acreditar que é sempre cedo demais para fazer as coisas darem certo. Quando não é. Não é cedo muito menos tarde, é a hora exata.
Se você quer dizer a alguém que o ama, faça-o hoje, faça-o agora. Se você foi estúpido com alguém, por que deixar para se desculpar depois – ou não se desculpar? Se você nunca disse àquela pessoa o quanto admira o sorriso espontâneo dela, diga-a imediatamente. Se você aprecia o jeito como alguém lida com os problemas ou trata dos sentimentos, mostre para esse alguém. Nunca é tarde, é sempre a hora certa. Não há nada pior que a dor de não ter feito aquilo que já não pode mais fazer.
Podemos parecer inutilmente jovens, mas não somos. Nunca sabemos o quanto estamos perto da morte e quanto tempo nos resta com alguém. Então por que dar de ombros e deixar que a outra pessoa descubra o quanto é importante se você pode ir lá e mostrar para ela? Por que fingir que temos todo o tempo de mundo se ele sempre nos abandona?
A morte está pelas esquinas, caminha calmamente, apenas esperando o momento – momento esse que não sabemos quando será. Devemos nos arriscar e continuar inventando bobagens para adiar o que devemos fazer?
O tempo não está em nossas mãos, mas o poder de fazê-lo valer a pena é inteiramente nosso. Se queremos que a vida seja especial, temos de fazê-la especial. Não basta acreditar que as coisas vão dar certo e continuar se lamentando por estarem todas erradas. Você precisa valorizar o que tem, ainda que considere pouco. E não acredito que haja uma única pessoa que tenha tão pouco. O amor é o maior e mais valioso de todos os bens. É o bem maior. E é algo que todos temos, ainda que à coisa mais banal.
Será que vale a pena ignorar a chance que temos de abraçar, beijar, gritar que amamos e somos humanos? Será que devemos deixar o fato de que somos humanos ser desculpa para todos os nossos erros e burrices ao invés de tentar ser racional e agir como deveríamos?
Eu não acho que a resposta seja sim. Devemos levantar o traseiro da poltrona, sorrir para o destino e aceitar o que vier, seja o que for. E, sempre que estiver em nossas mãos, fazer dar certo. Somos capazes de nos adaptar a situações inimagináveis, por que não seríamos capazes de mudar o nosso destino?
E mais uma vez eu deixo as perguntas sobre as quais ninguém vai pensar a respeito. Mas a vida é tão engraçada, não acha? Eu mesma estou dando gargalhadas dela agora, e nem ao menos sei o por quê...
Outro dia estava eu tentando desvendar o sentido da morte. Ou da vida. Entenda como quiser. Entre muitos e muitos devaneios, decidi que seria melhor parar por ali. Há tanto para ser descoberto e ainda assim não teremos resposta alguma. Deveria eu me importar, afinal?
Acontece que é inevitável. Hoje eu acabo por deixar para lá e me sinto exausta de tanto procurar respostas que me fogem por mais que eu esteja perto de encontrá-las. Mas então amanhã tudo volta, até o momento em que eu vou estar suficientemente exausta, e vou desistir mais uma vez.
Mas deixando a introdução sem utilidade – não que o resto vá ter alguma - de lado, eu assisti a um filme há um bom tempo atrás chamado Antes Que o Dia Termine. Trata-se de um rapaz que não dá muita atenção à sua namorada. E uma noite sonha com a sua morte, percebendo assim diversas coisas que antes não havia feito – como a falta que ela faria, caso isso acontecesse, e o quanto a amava.
Eu o assisti de novo, mais recentemente. E me dei conta de algo que eu já sabia, de alguma maneira. Todos sabemos, e sabemos mesmo, mas não damos verdadeiro valor a isso.
Não importa: nós vamos morrer um dia. E a maior burrice que cometemos é acreditar que é sempre cedo demais para fazer as coisas darem certo. Quando não é. Não é cedo muito menos tarde, é a hora exata.
Se você quer dizer a alguém que o ama, faça-o hoje, faça-o agora. Se você foi estúpido com alguém, por que deixar para se desculpar depois – ou não se desculpar? Se você nunca disse àquela pessoa o quanto admira o sorriso espontâneo dela, diga-a imediatamente. Se você aprecia o jeito como alguém lida com os problemas ou trata dos sentimentos, mostre para esse alguém. Nunca é tarde, é sempre a hora certa. Não há nada pior que a dor de não ter feito aquilo que já não pode mais fazer.
Podemos parecer inutilmente jovens, mas não somos. Nunca sabemos o quanto estamos perto da morte e quanto tempo nos resta com alguém. Então por que dar de ombros e deixar que a outra pessoa descubra o quanto é importante se você pode ir lá e mostrar para ela? Por que fingir que temos todo o tempo de mundo se ele sempre nos abandona?
A morte está pelas esquinas, caminha calmamente, apenas esperando o momento – momento esse que não sabemos quando será. Devemos nos arriscar e continuar inventando bobagens para adiar o que devemos fazer?
O tempo não está em nossas mãos, mas o poder de fazê-lo valer a pena é inteiramente nosso. Se queremos que a vida seja especial, temos de fazê-la especial. Não basta acreditar que as coisas vão dar certo e continuar se lamentando por estarem todas erradas. Você precisa valorizar o que tem, ainda que considere pouco. E não acredito que haja uma única pessoa que tenha tão pouco. O amor é o maior e mais valioso de todos os bens. É o bem maior. E é algo que todos temos, ainda que à coisa mais banal.
Será que vale a pena ignorar a chance que temos de abraçar, beijar, gritar que amamos e somos humanos? Será que devemos deixar o fato de que somos humanos ser desculpa para todos os nossos erros e burrices ao invés de tentar ser racional e agir como deveríamos?
Eu não acho que a resposta seja sim. Devemos levantar o traseiro da poltrona, sorrir para o destino e aceitar o que vier, seja o que for. E, sempre que estiver em nossas mãos, fazer dar certo. Somos capazes de nos adaptar a situações inimagináveis, por que não seríamos capazes de mudar o nosso destino?
E mais uma vez eu deixo as perguntas sobre as quais ninguém vai pensar a respeito. Mas a vida é tão engraçada, não acha? Eu mesma estou dando gargalhadas dela agora, e nem ao menos sei o por quê...
Anna Molly.